SECRETARIA DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO E MINERAÇÃO | SICM

MUSEU GEOLÓGICO DA BAHIA

  

Antiga aspiração da comunidade científica e geológica baiana, o Museu Geológico da Bahia (MGB) foi inaugurado em 4 de março de 1975, no hall da antiga Secretaria das Minas e Energia, no CAB, com um acervo de  3 mil exemplares de rochas, minerais e fósseis. Sua criação materializou parte do programa de infra-estrutura de apoio, que consistia em fomentar e desenvolvimento do patrimônio mineral do Estado. O MGB atua como principal difusor da mineração na Bahia, resgatando sua história e disseminando o conhecimento das geociências, contribuindo com o meio ambiente na preservação dos monumentos geológicos naturais.  

     Vinculado diretamente à Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração, através da Superintendência de Comércio e Serviços, o MGB tem um leque de atuação muito diversificado, abrangendo diversas áreas das geociências, memória histórica da mineração, educação e museologia.

Visitar o Museu é fazer uma viagem no tempo e no espaço. Cada sala expõe um tema e através delas é possível entender a origem e estrutura da Terra. Ao longo dos últimos anos o MGB tem recebido uma média anual de cerca de 11 mil visitantes.

Instalado em ampla e moderna sede própria, construído em meados do século XX, em estilo Art Déco, forma um ambiente bastante agradável, com vários pátios e jardins. Neste espaço, funciona o Cinema do Museu, um moderno auditório/cinema climatizado, com 125 lugares, onde são exibidos filmes e desenvolvidas atividades culturais. No local funciona ainda um animado café cultural, com mesas e cadeiras ao ar livre, que proporciona bons momentos de lazer e descontração para o público. Confira a programação do Museu e Centro Gemológico no link Notícias, na página principal.

- De terça a sexta-feira, das 13h às 18h e aos sábados e domingos das 13h às 17h;

- Visitas de escolas – de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. 


 
Exposições permanentes

No MGB é possível conhecer de perto uma das maiores coleções de gemas brutas e lapidadas de turmalinas, topázios imperiais, ametistas e, principalmente, raros espécimes minerais da Bahia, destacando-se os diamantes do norte da Chapada Diamantina, águas-marinhas do sul da Bahia e esmeraldas de Campo Formoso e Pindobaçu.

Na Sala do Garimpo estão expostos instrumentos históricos de trabalho dos garimpeiros, evidenciando a importância destes trabalhadores na exploração de gemas e metais preciosos da Bahia. Há também uma sala que abriga a Coleção Otto Billian, homenageando o minerador que explorou muitas das riquezas minerais baianas. No local, destaque para as réplicas dos mais famosos diamantes do mundo.

O MGB apresenta ainda: a produção de peças artesanais feitas pelos diversos Núcleos de Artesanato Mineral da Bahia; a exposição de minerais radioativos e sua utilização no dia-a-dia; a história do petróleo no Brasil, destacando sua descoberta na Bahia; o salão de fósseis, com réplicas do mastodonte; e a réplica do maior meteorito caído no Brasil, o  Bendengó.

Ao longo dos últimos anos, o MGB vem empreendendo um exaustivo e sistemático serviço de levantamento e informatização do seu acervo, que está acondicionado em reservas técnicas de acordo com os padrões museográficos modernos. 


CENTRO GEMOLÓGICO DA BAHIA (CGB)

Também gerido pelo Museu, o Centro Gemológico da Bahia está instalado em antigo casarão colonial localizado na Ladeira do Carmo, 37, Pelourinho, Centro Histórico de Salvador, funcionando de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Inaugurado em 1995, o CGB surgiu a partir da necessidade do governo estadual de apoiar o desenvolvimento do setor gemológico na Bahia, visto que a sua imagem na ponta da cadeia produtiva - a comercialização - vinha sendo prejudicada pelo grande aporte de gemas falsificadas. O Centro tem como principal função dar credibilidade aos produtos gemológicos, emitindo laudos, pareceres e certificados de autenticidade às gemas produzidas e comercializadas no Estado, bem como a promoção de cursos de qualificação profissional em gemologia, joalheria e lapidação.

O Laboratório Gemológico do CGB, reconhecido internacionalmente, é o único do Norte-Nordeste que faz parte da Rede IBGM de laboratórios.

 Nosso laboratório oferece serviços de identificação, caracterização, avaliação, emissão de laudos técnicos, pareceres gemológicos e certificação de autenticidade e qualidade de diamantes, gemas de cor e jóias. Todos esses serviços seguem os padrões e normas nacionais e internacionais estabelecidas em conformidade com a ABNT-NBR 10630, ABNT-NBR 12310, NT-IBGM 001/97 NT-IBGM 002/97, ISO-TR 11122 e o Blue Book da Confederação Internacional de Bijuteria, Joalheria e Ourivesaria de Diamantes, Pérolas e Pedras (CIBJO).

Em parceria com o Senai, o CGB promove os cursos de Lapidação Manual, Joalheria, Modelagem e Fundição por Cera Perdida, Cravação e Ateliê de Criação. Ao longo de dez anos de atividade, foram capacitados quase 1.500 alunos em 90 turmas.

Visando desenvolver serviços de qualidade, otimizando cada vez mais seu espaço com projetos criativos, de cunho científico, educativo e cultural, o MGB e o CGB não têm poupado esforços em busca de parcerias como as já concretizadas com a Petrobras, Indústrias Nucleares do Brasil, Petrobras-INB, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes-MG),  Senai, Sala de Arte e prefeituras da Bahia. Dentre as atividades destacam-se:

Programa Museu/Escola/Comunidade (PMEC) – Atende a grupos escolares da rede pública e privada e grupos especiais, suplementando a formação acadêmica dos estudantes. Dentre suas atividades destacam-se as exposições e palestras relacionadas ao aprendizado das geociências, quando os estudantes têm a oportunidade de conhecer mais sobre os recursos minerais locais. A visita é do tipo guiada e consiste numa apresentação, seguida de filme e posterior incursão ao acervo. O Programa atende uma média anual de 6.000 estudantes;

Programa Exposição-Itinerante (PEI) – Objetiva divulgar a importância das geociências na exploração dos recursos minerais e na preservação do meio ambiente, divulgando o patrimônio mineral, os monumentos geológicos e as reservas existentes nas diversas regiões do Estado. Para tanto, o Museu participa de eventos na capital e interior, como feiras de ciências, exposições rurais e outros. Em 2008, o resultado superou todas as expectativas, com 112.709 visitantes em 19 municípios.

Ano Internacional da Astronomia (2009) - O MGB  estabeleceu acordo de cooperação técnica com a Associação de Astrônomos Amadores da Bahia e a UFBA para realizar pesquisas, promover eventos e divulgar a astronomia e astrofísica junto aos alunos da rede escolar. A idéia é promover palestras, exposições, cursos, observações astronômicas e exposições itinerantes, visando  tornar a astronomia mais presente na vida diária da população, apoiando e ajudando a melhorar o ensino formal e informal de ciências em escolas, museus e planetários.

Rede Nacional de Pesquisa Paleontológica – em parceria SICM/Sectes-MG, tem como objetivo integrar o MGB à Rede Nacional de Pesquisas Paleontológicas, através de informes, videoconferências, simpósios, congressos e trabalhos científicos na área. O projeto visa a integração das informações fossilíferas existentes no Estado e a troca de informações em todo o país visando enriquecer e auxiliar nas pesquisas de forma a incentivar a divulgação destes trabalhos em nível nacional.

Treinamento de Avaliadores de Jóias – parceria firmada entre o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos -IBGM e Caixa Econômica Federal. O convênio tem por objetivo treinar 980 avaliadores de penhor de jóias da CEF. Este projeto visa fortalecer e equipar os laboratórios da rede para que possam atender a contento os participantes. A meta é capacitar avaliadores da CEF para identificar, classificar e avaliar gemas de cor.

Programa de Qualificação Profissional e Difusão Tecnológica para o Setor de Gemas e Jóias – este projeto, em parceria com o Senai e a SICM, tem como principal atividade a qualificação profissional básica nas áreas de ourivesaria e lapidação de pedras preciosas, visando treinar e capacitar mão-de-obra de qualidade no processo de transformação das gemas e de preparação de metais preciosos para a confecção de jóias, via técnicas de design, modelagem e engaste de pedras lapidadas.
 

 
 

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